Talvez poucos entendam minha atenção em defesa por instalações de banheiros dotados com chuveiros para os mais diversos trabalhadores neste município situado a 5°11’de latitude sul. É uma verdadeira tormenta a pouca umidade do ar e o calor que gira em torno dos 33°C a 36°C nos quatro cantos desta cidade no período que vai de julho a janeiro. Grandes indústrias dispõem de uma melhor estrutura com banheiros e chuveiros que amenizam o suor dos que se deslocam em suas bicicletas, embora não seja uma regalia mas sim uma imposição legal que garante asseio e bem-estar antes e após a jornada de trabalho. Acredito que se essa opção fosse estendida aos demais setores do comércio em geral, muito mais pessoas se propusessem a realizar seu trajeto de bicicleta para o trabalho. Outra deficiência, claro, é a ausência de lugar seguro para guardar a bicicleta. Essas duas atitudes já seriam suficientes para o incremento no número de trabalhadores ciclistas e, consequentemente, o aumento de pessoas em bicicletas pode interferir numa tomada de decisões por parte dos gestores municipais na melhoria estrutural de pavimentação e trânsito. Afinal, nesse país, os políticos só trabalham sob pressão para rever seus conceitos! No mercado americano existem produtos semelhantes a um ‘banho francês’ que eliminam odores e tal, mas por aqui isso seria uma grande piada devido à sua ineficácia diante de tanto calor. Um banho antes do início das atividades no trabalho é fundamental para quem pedala por um longo trajeto sob sol forte. Um bom banho traz conforto, disposição e higiene em seus afazeres. Pequenas atitudes podem ajudar na saúde e qualidade de vida dos cidadãos.
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Câmera no guidão e bicicleta no pedal
Se você é um daqueles entusiastas de foto e vídeo e adora pedalar, acho que tenho uma boa idéia para que você possa conciliar as duas coisas. No site da Photojojo há uma matéria em inglês muito interessante para você montar sua câmera ao guidão da bicicleta de maneira fácil e barata, melhor ainda é que se torna facilmente removível. Ainda não testei, mas caso alguém queira se habilitar antes deixo aqui as pequenas dicas. Se você encontrar dificuldades na minha ilustração, sugiro que consulte o link acima. Bem, a primeira coisa é obter o material que irá precisar na montagem conforme os itens da primeira foto: sua câmera, um alicate, uma chave de fenda, um parafuso e porca com bitola compatível à sua câmera, uma arruela de metal, duas anilhas de borracha, uma porca tipo borboleta, uma abraçadeira de plástico, um pedaço de borracha que servirá como calço e seu cérebro.
Em seguida, monte a abraçadeira no guidão e use a tira de borracha para melhor ajuste necessário.
Faça o encaixe do parafuso conforme a foto.
Ponha a anilha de borracha, a arruela e depois aperte o conjunto com a porca utilizando seu alicate.
Nesse momento, utilize a porca borboleta com as asas para baixo e use a última anilha de borracha.
Pegue sua câmera e encaixe-a na rosca situada no lado inferior, e pronto!
Agora é sair pedalando e filmando com as mãos livres para seu maior conforto. Veja também o pequeno filme dessa aventura em ação lá no site!
terça-feira, 10 de agosto de 2010
Responsabilidades do ciclista
Nem seria necessário avisar sobre as regras presentes no Código de Trânsito Brasileiro para se ter idéia do que deve ser respeitado pelo ciclista. Embora se reconheça as más condições e planejamento de ruas e avenidas do país, isso não deve ser motivo para que haja tanto desrespeito aos demais usuários do trânsito. O que se observa regularmente é o comportamento relapso de uma grande maioria dos usuários de bicicleta em circulação nos diversos pontos aqui da cidade. Essas atitudes influenciam negativamente a opinião pública em geral e acaba se estendendo para todos os outros. Muito pouco, ou quase nada, se faz para que se reverta essa situação. Não é difícil encontrar motoristas e até pedestres que se acham incomodados com os ciclistas oportunistas do trânsito livre, muitos se acham acima da lei ou esquecidos por ela. Não é bem assim! Seria interessante que se criasse uma logística com um projeto de mais atenção ao ciclista que abrangessem os mais diversos setores envolvidos no trânsito: câmara municipal, gerência de trânsito e toda a rede de peças e serviços, pois todos são responsáveis. Antes disso, muito bom seria o reconhecimento do que é moral e não apenas legal. Em Londres, por exemplo, o governo e a rede de comércio de bikes se unem na criação de cursos voltados ao respeito para circulação por vias e avenidas da cidade. Veja algumas das irregularidades que são passíveis de punição com multa por lá: Ultrapassar sinal vermelho, circular após ter ingerido bebida alcoólica, circular sobre calçadas, circular pela contramão, ultrapassar o limite de velocidade, circular ouvindo mp3 ou atendendo celular, participar de ‘racha’ em bicicletas, etc. Então, muito do que se vê por aqui não está nem no plano legal, mas todos deveriam considerá-los, pelo menos, no seu plano moral de respeito a si e aos outros.
domingo, 8 de agosto de 2010
sábado, 7 de agosto de 2010
Draisiennes futuristas
Desde 1816, quando o alemão Karl Friedrich Drais projetou a primeira bicicleta com um sistema de freio e direção, a bicicleta tem sofrido poucas inovações em seu design que representem relevância no seu uso cotidiano. De certa forma, ela tem se renovado pelo mundo afora com modelos estilizados e modernos, diferentemente do Brasil que nada de inovador trouxe a esse conceito futurista. Embora esses modelos encham nossos olhos, são protótipos criados por diversos designers que contribuem para uma visão futurista de nossas bikes. Vale a pena conferir esses dez notáveis projetos, escolha sua preferida:
ANIMAL, de Alex Suvage : Inspiração barroca construída em fibra de carbono e titânio em seu chassi e rodas.
ORYX, de Harald Cramer : Design inovador feita em fibra de carbono numa única estrutura de assento, quadro, suspensão e guidon. Maravilha!
WILD BUFALLO, de Jason Su : Tradicional e novo se misturam com estrutura única do quadro em largos tubos de alumínio, selim em balanço e garfos de peça única instalados em lados opostos.
DAVID LARSSON : Construída para uso diário, ela possui peças fortes com suspensão em molas e freios a disco.
RED, de James Thomas: O seu quadro vermelho é de uma só peça.
FERRARI : A construtora Ferrari desenvolveu um projeto integrado em que todas as partes da bike se fundem com selim suspenso, pedaleiras retas, eixo traseiro ligado ao quadro e as cores fortes da Ferrari.
IZZY : Toda em plástico, selim reto e sem tubos de encaixe, garfo dianteiro fixo no quadro.
TONG CITY, de Rudi Moosmeier: Desenvolvido na China, é um modelo com iluminação por leds embutidos no quadro em forma de U deitado e projetada para andar durante a noite, suspensão traseira tipo pró-link com transmissão por correias.
NULLA, de Bradford Waugh: Um novo conceito minimalista, muito atraente, quadro em V deitado com um selim em sua ponta, roda presa fora do eixo central e num sistema deslizante tipo roldana. No mínimo, muito estranha!
POLYGON, de Reindy Alendra: Bela e moderna em seus conceitos é uma bicicleta com quadro curvo, e ainda tem um Ipod que recarrega ao pedalar. Fantástica! Nessa eu adoraria pedalar!
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Pára-lamas para quê?
Muitos acessórios que eram comuns a qualquer bicicleta estão em desuso, e isto porque são muitas vezes confundidos como algo retrógrado ou estão muito além dos padrões de design estético. As bicicletas esportivas, MTB ou Speed, tomam cada vez mais espaço entre os usuários urbanos e empurram as clássicas bicicletas de passeio ao plano inferior. Originalmente as bicicletas se tornaram atraentes e charmosas por seus acessórios chamativos e reluzentes. Os diversos penduricalhos eram usados como forma de atrair mais mercado. E assim está desaparecendo o protetor para correntes, retrovisores, a cestinha, o selim grande e macio, a buzina ‘trim’, e também o pára-lama. O uso urbano de bicicletas MTB está em alta, e aquelas peças úteis estão em baixa. Engraçado como a bicicleta se diferencia nesse aspecto. Carros e motocicletas esportivas não abandonam seus principais acessórios e, ao contrário, aperfeiçoam o ‘design’ para a utilidade necessária. Já as bicicletas estão cada vez mais peladas ou, de modo mais estilizável, estão mais ‘naked’. Sou fã de acessórios que são úteis. Outro dia vi uma ‘speed’ com pára-lamas, achei-a lindíssima! Tenho apenas um dos pára-lamas em minha bicicleta, pois o dianteiro não se tornou adequado devido ao tipo do garfo. Além de sua utilidade, encaro essa peça como um diferencial entre tantas outras nos casos de um furto, por exemplo. Cito aqui algumas das vantagens que encontro para o uso de pára-lamas: Não prejudica desempenho, prolonga a vida útil de vários componentes da bike (coroa, corrente, catraca, cubos), evita o incômodo de contato com sujeiras ou lama em roupas e no próprio quadro, conforme o tipo da peça reduz sensivelmente a freqüência de lubrificação de corrente, em tempos de chuva são eficazes em evitar aquela ‘lameação’ nas costas... Uma orientação é mantê-los sempre bem fixados ao conjunto a fim de evitar barulhos enfadonhos.
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Conversa de pedestre!
Participávamos de uma conversa informal sobre trânsito, condutores desinformados, direitos de pedestres e eis que ao nosso lado estava um sujeito em silêncio, ouvia tudo, mas nenhum interesse demonstrava pelo assunto. Pela sua postura, pensei tratar-se de mais um daqueles arrogantes chefes de setor público que ali nos espreitava com seu nariz empinado e antena ligada. No fundo, só eu não tinha conhecimento sobre a identidade de tal triste criatura e somente a descobri depois de sua retirada intempestiva numa típica atitude dos sobreviventes das cavernas! Naquela conversa, todos estavam conversando de modo educado e sintonizado acerca das barbaridades cometidas por condutores de automóveis e motocicletas nesse trânsito maluco que hoje vivemos. Lembramos da falta de paciência, da ausência de gentilezas, da violência em torno de coisas levianas no trânsito, da falta de respeito e solidariedade, desrespeito aos ciclistas, etc e tal. De modo súbito, o indivíduo salta de lá em sua abominável arrogância e vomita a seguinte frase: “Pedestre é muito folgado”... Peraí, respondi, ôô cidadão explica isso melhor! ... Responde ele: “Pedestre precisa aprender a solicitar travessia aos motoristas quando estiver cruzando a faixa de pedestre, tem que pedir!”... Olha, respirei fundo para evitar chamá-lo de imbecil ou algo semelhante, e retruquei: Cidadão, você precisa ler, aprender e entender o Código de Trânsito Brasileiro em seus artigos 69, 70 e 214. Aliás, será melhor estudar tudo. Algo que você certamente nunca tomou conhecimento! Outra coisa camarada, todo condutor deve manter-se atento, principalmente ao se aproximar dessas faixas, entenda que a preferência é do pedestre. O indivíduo ruborizou-se, dilatou suas pupilas, e antes de se retirar falou: “Eu já li, sou motorista oficial dessa repartição pública há mais de vinte anos na cidade de Natal”. Outros dois também motoristas oficiais comentaram após a ausência do tosco individuo: “Imaginem quantos andam à solta e pensam dessa maneira.” Pois é, quantos assim circulam com o pensamento em guerra aos mais fracos, um indivíduo sem nenhuma capacidade intelectual ou mental para permanecer atrás de um volante... Vale ressaltar que a legislação prevê que os condutores de veículos parem antes da faixa quando há pedestre, mesmo que ele não estenda a mão solicitando passagem. No caso de desrespeito ao pedestre o motorista será punido com multa gravíssima e a perda de sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Agora convenhamos, o tal sujeito passa o dia dentro de um automóvel e se sente a própria lata-velha.
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