Ahhhh... O tempo não pára! Por trinta anos minha vida se desenvolveu na capital alencarina de modo tranqüilo e saudoso. Diferentemente dos anos 70, hoje a cidade de Fortaleza se aproxima dos seus três milhões de habitantes e isso só me traz entristecimento. Infância e adolescência me passaram em velhos tempos de menos correria e menos movimentação frenética, mas hoje o quadro é outro e a plástica é surrealista! Quando mais jovem ficava circulando em minha estimada e inesquecível bicicleta dobrável visitando amigos, indo à escola, pedalando em busca de uma namoradinha, apreciando a simplicidade das pessoas, vivendo devagarzinho e sem pressa. A cidade inchou, a loucura metropolitana tomou de conta! Fortaleza querida, eu não lhe pertenço mais! Mudei-me para uma cidade bem menor onde tudo parecia diferente e pacato, mas eis que já sinto os primeiros sinais da repetição de um ciclo que domina o mundo contemporâneo. Aos poucos e sutilmente tudo se transforma em um novo caos urbano, pois nada pode deter o ‘crescimento’ da cidade. Aliás, costuma-se medir o grau de desenvolvimento de um lugar por sua crescente população e por sua expansão. Grande bobagem! A idéia maluca de se colocar primeiramente as pessoas e depois as suas necessidades é a alavanca do caos. Isso não funciona! Fomentam-se idéias consumistas absurdas e ilusórias que simplesmente geram a expectativa do estresse no homem moderno. Jogam-se oportunidades de consumo ao povo como se joga comida aos porcos! O incremento de automóveis pelas ruas é um exemplo de desvario de gestão pública míope e insensata. E a qualidade de vida do cidadão para onde vai? Será que está nas ruas entupidas de carros? No trânsito cada vez mais congestionado e gerador de gases tóxicos? Sinceramente o Brasil segue na contramão daqueles países que buscam um melhor estilo de vida, e isso mais uma vez me entristece. Os políticos se empenham apenas na geração de novos impostos que irrigam as tetas do poder! Meu Brasil... Acorda, levanta e anda! Na trajetória do passado ao futuro não se faz necessário o sofrimento, mas o discernimento do que é bom ou ruim!
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Quanto você já pedalou?
Nunca fiz uma estimativa de quanto já pedalei, mas certamente não chegaria nem próximo do Chris Davies. Ele detém o recorde de quem mais pedalou no mundo, cerca de um milhão de milhas (aprox. um milhão e seiscentos mil quilômetros), é mole?! Esse inglês de 72 anos de idade pedala desde os doze anos de idade quando registrou em seu diário os primeiros 10,5 km pedalados da cidade de Havant até Hayling Island na Inglaterra. Segundo ele, seu amor pela bicicleta ainda é o mesmo e não pensa em parar de pedalar. Ele mantém guardado todas as anotações, mas hoje utiliza um velocímetro computadorizado para registrar seu trajeto. Parabéns Chris Davies!
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
BICIVIDEOTECA
A Hungria vem desenvolvendo sua parte com a campanha "Pedale para o trabalho" há alguns anos. Vários vídeos foram elaborados para sua divulgação em TV e internet, entre eles encontrei esses dois bem interessantes. Conclusão: Pedalar é sinônimo de vitalidade!
domingo, 5 de setembro de 2010
Vamos pedalar que é bom para a saúde!
Um estudo realizado pelo Instituto de Ciências do Desporto da Universidade Alemã de Desporto (DSHS), na cidade de Colônia, mostrou que o uso da bicicleta contribui para o restabelecimento ou prevenção de doenças do coração e problemas de coluna. O autor da pesquisa, Dr Ingo Froböse, mostra que a melhoria do sistema circulatório se dá pela economia de energia do coração ao aumentar o ritmo cardíaco com redução da pressão arterial, isso tudo contribuindo para uma diminuição das taxas de colesterol ruim (LDL) e ajudando na manutenção das paredes das artérias. Outra informação importante é que a postura correta ao pedalar diminui impactos à coluna vertebral e reduz chances de hérnia discal, além de fortalecer os músculos que sustentam as vértebras dorsais. As articulações e o sistema imunológico também são beneficiados pelo uso diário da bicicleta. Dez minutos diários pedalando já trazem benefícios para a musculação, fluxo sanguíneo e articulações. Trinta minutos diários repercutem em melhorias para o batimento cardíaco e a partir dos cinqüenta minutos há um estímulo sobre o equilíbrio dos ácidos graxos (colesterol). Se, por exemplo, uma mulher entre 45 e 60 anos pedala vinte minutos diários e passa a pedalar sessenta minutos, os benefícios ao sistema imunológico aumentam em três vezes.
sábado, 4 de setembro de 2010
O raio quebrou, e agora?
Aconteceu comigo! Essa é uma ocasião rara, mas aquele passeio que ia tão bem, de repente ocorre um estalo e a roda parece desalinhada. É um raio quebrado! Você precisa parar de imediato ou vai piorar a situação de todos os outros raios. Se não quiser voltar empurrando, existe uma solução, afinal você não dispõe de peça substituta e nem de mecânico no meio do caminho. Então, aqui vai uma solução ‘gambiarra’ ou ‘quebra-galho’ como queiram! Só há um probleminha, você vai precisar de uma chave de raios, no mínimo! Portanto, o ideal é ter sempre uma dessas guardada em sua bolsa, além de um raio de tamanho adequado ao aro e um niple caso opte por trocá-lo ali mesmo! Lembre-se que raios fixados no lado direito do cubo puxam o aro para direita e os fixados na esquerda puxam o aro para a esquerda. Outra coisa, ao girar a chave de raios no sentido horário, você aperta o raio. Girar no sentido anti-horário, você afrouxa o raio! Lembrando que vamos fazer um ‘quebra-galho’ apenas, pois o correto mesmo seria a troca do raio. Como isso exige um pouco mais de perícia, vamos dar uma pequena alinhada para seguir em frente! Primeiramente localize o raio, se não puder retirá-lo é só prendê-lo com fita ou fio no raio mais próximo. Se um raio da direita (por exemplo) se quebrar, você deve soltar os dois raios vizinhos da esquerda e apertar os dois vizinhos mais próximos da direita, para que a roda se desloque para a direita, entrando em alinhamento. Usando as sapatas do freio como referência de alinhamento, você deve ir revezando lentamente entre os raios dando um quarto de volta com a chave de raios ( aperta um, afrouxa outro, aperta um, afrouxa outro). Com calma e devagar o aro vai se alinhando! Um último lembrete, como não foi realizado substituição do raio é importante saber que a roda está enfraquecida. Volte para casa devagar, marchas leves, evite pedras e buracos e nada de pedalar em pé para não forçar o conjunto. Muito bem, o melhor mesmo é que não aconteça, mas se acontecer já sabe como se virar!
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Desafio Intermodal
Repasso ( clique no link para ver o original) esta matéria por demais curiosa! Observem quão interessante é a bicicleta, meus amigos!
Fonte: Gazeta do Povo, 02/09/2010
Com o tempo de 28 minutos e 39 segundos, o ciclista Davi completou o desafio com o menor tempo. Já o deficiente visual Gilmar foi o que levou mais tempo para realizar o percurso utilizando o transporte coletivo, 1h45min45s.
A bicicleta foi a grande vencedora do quarto Desafio Intermodal de Curitiba. Assim como ocorreu nas três edições anteriores, os ciclistas percorreram o trajeto em menor tempo. Os 24 participantes que saíram às 18h do Cietep/Fiep, na Avenida das Torres, no bairro Jardim Botânico, e chegaram no estacionamento do Estádio Joaquim Américo (Arena da Baixada), no Água Verde, podiam escolher o percurso, mas precisavam passar pela Praça Santos Andrade. Com o tempo de 28 minutos e 39 segundos, o ciclista Davi completou o desafio com o menor tempo. Já o deficiente visual Gilmar foi o que levou mais tempo para realizar o percurso utilizando o transporte coletivo, 1h45min45s. De acordo com José Carlos Assunção Belotto, coordenador do projeto Ciclovida da Universidade Federal do Paraná (UFPR), o balanço do evento é positivo. “A nossa intenção é fomentar a discussão sobre mobilidade urbana e mostrar que a cidade ainda precisa mudar muito até a Copa do Mundo de 2014”, disse Belotto. Ao todo, 24 pessoas – seis ciclistas, dois corredores, quatro motoristas, quatro pedestres, três usuários de ônibus, três motociclistas, um cadeirante e um deficiente visual (estes, de ônibus) – participaram da prova. Segundo Belotto, diferente do que é difundido, o Desafio Intermodal não é uma corrida e as leis de trânsito e as regras de segurança do meio de transporte precisavam ser respeitadas. O desafio é apenas uma das dezenas de atividades programadas para setembro, conhecido como o mês da Arte, Bicicleta e Mobilidade. Confira os tempos e a forma de locomoção de cada um dos participantes do desafio: - Davi (bicicleta) - 28min39s - Felipe (bicicleta) - 28min56s - Ricardo (moto) - 32min22s - Vanderson (moto) - 32min36s - Plá (bicicleta) - 37min20s - Adir (moto) - 37min58s - Miranda (bicicleta) - 38min55s - Themys (bicicleta) - 40min47s - Iara (carro) - 43min30s - Anderson (correndo) - 43min59s - Regina (correndo) - 49min - Renata (carro) - 54min25s - Rodrigo (ônibus) - 54min40s - Julião (van) - 56min44s - Nicole (bicicleta) - 59min12s - Fanini (carro) - 1h03min02s - Stella (ônibus) - 1h08min08s - Marcelo (ônibus) - 1h08min20s - Gabriel (andando) - 1h09m39s - Loheine (andando) - 1h12m8s - Larissa (andando) - 1h12m15s - José Cascaes (andando) - 1h21m34s - Osiris (cadeirante/ônibus) - 1h35min50s - Gilmar (deficiente visual/ônibus) - 1h45min45s
Fonte: Gazeta do Povo, 02/09/2010
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Redução da velocidade no trânsito!
Cambrigdge, cidade inglesa próxima a Londres, está investindo nessa idéia. Motoristas estão sob uma forte repressão nos novos limites de velocidade estabelecidos, e tudo isso para incentivar a utilização da bicicleta deixando o uso do automóvel para quem realmente precisa. Após a determinação dos limites nas avenidas centrais, agora é a vez da periferia. Pois bem, eles estão realizando um mega-investimento de sistema cicloviário e de novas regras capazes de persuadir e incentivar mais pessoas a trocar o carro pela bicicleta. Fica claro que, mesmo em cidades médias onde o trânsito corre livre, é possível a tomada de decisões antecipadas para o controle e melhoria da mobilidade nos centros urbanos. No Brasil se costuma agir após anos e anos de problemas acumulados por ingerências absurdas da administração pública. O transporte público fica em segundo plano, as alternativas que aliviam o fluxo de veículos nas médias e grandes cidades são meramente esquecidas, a maior parte de investimentos da área se desviam no percurso e toda uma população vê crescer o câncer crônico da desordem no tráfego de veículos já em pequenas cidades do país, um absurdo! Soluções existem e estão espalhadas em várias partes do mundo, mas será preciso a força da população para a tomada de decisões a seu favor. Com uma simples redução de velocidade dos automóveis e os devidos mecanismos de fiscalização já é possível se obter vantagens com o desestímulo do uso do carro em viagens curtas na cidade. De nada adianta sentar à beira da praça e ver a vida passar a toda velocidade!
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