Guias

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Um bebê a bordo

É muito comum encontrarmos um desses adesivos colado no vidro traseiro de um automóvel. Seu significado é bastante perturbador quando imaginamos a fragilidade de um pequeno ser dentro de uma grande gaiola metálica a uma velocidade que pode ultrapassar os 100km/h. Esse reflexo intuitivo de adesivar o automóvel é o reconhecimento da própria falta de respeito e cuidado com o outro, pois vivemos num mundo cada vez mais particular e de isolamento com a ausência de preocupação por quem se encontra ao lado. Essa forma individualizada de comunicar e implorar por respeito é o grito de alerta para que se tome mais cuidado no trânsito. Do mesmo modo, todos deveríamos espalhar adesivos em carros, motos e bicicletas e até na testa dos pedestres com os mais diversos apelos: "Uma familia a bordo" ou "Idoso a bordo" ou "Um cidadão a bordo" ou "Estou em minha bike, cuidado" ou "Tem pessoas aqui do lado de fora" ...e por aí vai! O real sentido de tudo isso é lembrar que todos merecemos cuidados, merecemos respeito e segurança em qualquer meio de mobilidade que escolhermos. Todos temos direito a uma mobilidade segura!

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Limite de velocidade polêmico

Foi com espanto que recebi a notícia do novo limite de velocidade para as viaturas policiais que circulam na capital cearense no projeto denominado "Ronda do Quarteirão". A medida adotada pela Secretaria de Segurança está causando (pasmem!) polêmica e antipatia na própria população com a redução do limite para os 50km/h. A justificativa dada é para que se reduza os diversos acidentes gerados por essas viaturas tipo Hilux de aproximadamente R$150.000,00/cada. Outro argumento é a própria segurança de transeuntes e ciclistas quando em rota de colisão durante as perseguições a bandidos na capital alencarina. A perseguição policial em viaturas se torna assim proibida de agora em diante no trânsito de perímetro urbano, e toda e qualquer ação que exija maior velocidade terá de ser autorizada por uma central. As ações de cerco policial terão que ser agora mais inteligentes com o apoio das outras unidades, aliás são mais de uma centena desses super-carros de policiamento. Muito bem, as autoridades por um lado estão dessa forma admitindo que velocidades acima dos 50km/h no perímetro urbano é o grande problema na causa dos acidentes e, obviamente, admitem que guiadores sem treinamento adequado são fatores de risco para nós pedestres e ciclistas...então?!!!... por que não estender tal medida para todos os veículos particulares e assim reduzir por vez o número de óbitos e pacientes em hospitais vítimas de motoristas despreparados e automóveis vorazes que circulam à caça de suas presas urbanas? Numa análise mais detalhada não acredito que a medida adotada esteja diretamente ligada ao benefício de pedestres e ciclistas, entretanto, é algo importante que se deve avaliar com o tempo e utilizar tais informações estatísticas aos futuros gerentes de trânsito do país numa redução definitiva da velocidade para todos os automóveis particulares! 

Fonte:  http://www.opovo.com.br/app/opovo/fortaleza/2010/11/05/noticiafortalezajornal,2060442/viatura-do-ronda-nao-pode-passar-dos-50-km-h.shtml

terça-feira, 2 de novembro de 2010

O poeta e a bicicleta

O título acima se refere ao curta-metragem apresentado este ano pelo projeto Curta Mossoró em grande homenagem ao poeta mossoroense Antônio Francisco Teixeira de Melo. Homem simples, cordelista, bacharel em História e ocupando hoje a cadeira 15 da Academia Brasileira de Literatura de Cordel cujo patrono é o saudoso poeta cearense Patativa do Assaré. Após longos dias ausentes aqui do blog, venho hoje retomar  através do registro desse potiguar que antes de tudo é um cidadão que ama sua bicicleta e a utiliza para diversos fins. Aliás, este ilustre cordelista, iniciou-se aos 46 anos em sua trajetória poética e hoje aos 61 não abandona sua bicicleta companheira de suas andanças. Muitas de suas viagens ao Ceará foram realizadas de bicicleta e isto prova que sua alma é liberta, limpa e artística. Assistindo ao video-documentário 'o poeta e a bicicleta'  fiquei impressionado com a riqueza cultural desse cordelista que contempla o tesouro de viver uma vida simples em louvor à liberdade. A bicicleta está presente em cada um de nós, o que se faz necessário é deixá-la nos invadir com sua grandeza multifacetária responsável por uma vida mais rica de simplicidade e alegrias. Em honra aos poetas e às bicicletas renovo aqui meu compromisso em defesa pelo uso da bicicleta para o cidadão urbano ou rural de norte a sul desse maravilhoso Brasil.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Pedalar é preciso!

Quando observo os movimentos pró-ciclismo que acontecem em todo o país é que vejo claramente a grande desigualdade que aqui existe, e não é só econômica não! A desigualdade social está acompanhada de desigualdades de pensamento, de cultura, de credo, de conhecimento, de coragem, ...enfim, de tudo. É assim que o Brasil encaminha suas reivindicações, com hipocrisia e egoísmo!  Isso está incrustado no povo e, consequentemente, nas políticas públicas do desprezo. O ‘biker show’ que por aí desfila em seus movimentos ciclísticos de lazer nada conhece sobre transporte urbano ou mesmo tem qualquer afinidade para desfazer o desequilíbrio urbano em que vive, pois os beneficiados ‘apenas’ serão os mais desprestigiados que não têm voz e sua integridade sempre estará à sorte de algum interessado que possa vir num disco voador, talvez!  Cada vez mais me convenço sobre a inutilidade de uma ciclovia nova inaugurada ou de um projeto mirabolante engavetado que beneficie usuários em suas bicicletas populares ou quaisquer pessoas, independentes de classe, que acreditam na bicicleta a exemplo de muitos outros povos lá fora. Os exemplos seguidos nos maiores centros culturais da bicicleta ainda é uma esperança de continuidade de luta para o resto do país. São essas ilhotas de visão futurista que fomentam a vontade de jamais desistir por um país mais inteligente e de melhor qualidade de vida. É preciso apenas pedalar, eu sei, mas que essas pedaladas sejam de compromisso, de solidariedade e de exemplo. O Dia Mundial Sem Carro passou quase esquecido, mas o protesto diário não passará!  

domingo, 19 de setembro de 2010

Princípios que incentivam a bicicleta!

Recentemente foi gerado um debate entre amigos sobre como fazer uma política pública voltada em favor do uso da bicicleta. Cada um apresentou idéias interessantíssimas embora muitas vezes divergentes. Depois de tantas sugestões e contradições imaginei algo com base nessas idéias, mas que ainda estão distantes da realidade política de hoje. Dois questionamentos se harmonizam em qualquer pensamento pró-ciclismo: O primeiro deles é que todos têm por objetivo aumentar a segurança para o usuário, e o segundo é como aumentar a quantidade de pessoas que optem pelo seu uso diário. Bom, os benefícios óbvios para os praticantes não são conhecidos pela população, os perigos a que se submetem os ciclistas são hiper-dimensionados pelos que não usam a bicicleta e, por fim, não ocorrem incentivos e vantagens para os que optam pela bicicleta no seu uso cotidiano. Todo esse complexo quebra-cabeça se baseia em uma solução política revolucionária lenta e de longo prazo. Creio que os primeiros sinais de mudança poderão vir a partir de três ações básicas geradoras de outras tantas. Nesse tripé estão medidas de segurança, utilização e mídia. O fator segurança requer medidas corajosas que diminuam a velocidade dos carros nas áreas urbanas, campanhas educativas sistemáticas de comportamento no trânsito dirigidas aos diversos usuários conforme seu veículo de uso e agregar no currículo escolar do ensino fundamental ao médio a educação no trânsito. A conscientização de mais utilização está diretamente ligada à área estrutural das cidades e isso depende de recursos governamentais que poderiam promover a integração dos serviços de transportes coletivos com a bicicleta, desenvolvimento de melhorias no sistema de bicicletários e outros modelos de estacionamento, elaboração e distribuição de rotas que facilitem o trajeto dos diversos usuários que estão pedalando para o lazer ou trabalho e planejamento de medidas antifurtos que garantam a propriedade individual. Na mídia é preciso que se mostre o lado bom de pedalar ressaltando os benefícios para a saúde e ao meio ambiente com redução de gastos quando se deixa o carro em casa  em viagens que são melhor aproveitadas com o uso da bicicleta. Esses principios bem que poderiam estar sendo aplicados pelos novos governantes já a partir de janeiro de 2011.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Conheça o selim!

Esse componente é de fundamental importância para quem procura bem-estar em suas pedaladas. O selim suporta grande parte do peso corporal do ciclista e o desafio ergonômico das peças tenta diminuir o desconforto da pressão exercida sobre a região perineal. As bicicletas reclinadas permitem melhor posicionamento e descanso na região inferior do quadril, mas são as bikes convencionais (MTB e Speed) dominantes no mercado e que exigem mais atenção na hora de instalar esse acessório. A suavidade do material fabricado, a firmeza da superfície e o contorno do formato são fundamentais numa sela que não cause transtornos ao assoalho pélvico. Entretanto, devemos ter sempre em mente que cada pessoa tem uma estrutura óssea particular, portanto, sem generalizações! De modo amplo, podemos afirmar que na bicicleta urbana em que a posição do ciclista é mais ereta, deve-se dar preferência aos selins acolchoados com gel e que possuam uma base mais larga. A presença do bico da sela tem por função manter o equilíbrio e melhorar o domínio da bicicleta, mas por outro lado a forma como nos inclinamos sobre a bicicleta é que vai nos indicar sobre sua necessidade ou não. Os selins fenestrados ajudam a reduzir a pressão na área genital, mas podem ser um incômodo para mulheres ciclistas pela pressão irritante exercida sobre as paredes genitais. Devido às diferenças anatômicas que constituem os quadris dos homens e mulheres, os selins devem possuir área suficiente para um apoio confortável dos ossos inferiores do quadril e evitar maiores traumas na região perineal. A regulação da altura também não deve ser negligenciada para que se obtenham bons resultados no conforto de curtas ou longas pedaladas. Uma maneira rápida de se avaliar a altura correta é sentar-se na bicicleta e encontrar a posição em que, durante a pedalada, o joelho esteja levemente dobrado quando na posição do pé mais embaixo e nunca deixar a perna numa posição totalmente esticada e reta. Se, por outro lado, a altura da sela for muito baixa ocorrerá maior esforço de músculos e joelho com desgaste desnecessário. Portanto, deve-se ter mente que existem no mercado selins para MTB, estrada e para uso urbano. Cada tipo de utilização merece sua atenção na hora da compra, mas o ideal mesmo seria que o assento fosse testado por algumas semanas antes da escolha para se ter a certeza de qual se adapta mais a seu porte físico e forma de uso.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Situações perigosas nas ruas!

Ser atingido por uma porta de automóvel não é assim tão inimaginável. Algumas atitudes por parte dos ciclistas podem ajudar a evitar este tipo de acidente. E pasmem! Carros e ônibus em movimento também lançam objetos por suas janelas sem nenhum critério ou respeito público. Certa vez, quase fui atingido por uma dessas latinhas arremessadas por uma janela desses ônibus de linha interurbana que circula pelas estradas federais e estaduais. É inadmissível, embora seja uma realidade, mas ciclistas podem eventualmente sofrer quedas ou ferimentos provenientes destas situações. Em se tratando das portas de automóveis que abrem de forma inesperada, o melhor é manter-se numa distância de, no mínimo, um metro dos carros parados ou estacionados em via pública. Como sabemos aquele velho hábito de observar e avaliar as atitudes dos ocupantes internos do automóvel já é praticamente impossível em decorrência dos vidros escuros que hoje equipam quase todos eles. Nas ocasiões de choque, o ciclista é surpreendido por uma porta que se abre justamente num segundo antes do impacto ou pode ser arremessado no momento de sua passagem com um golpe que pode desviá-lo para o fluxo da via com conseqüências ainda piores. Durante o período noturno há de se ter cuidados redobrados, pois a falta de uma iluminação adequada pode deixar a bicicleta invisível aos olhos dos motoristas. São situações comuns de perigo ao ciclista: Pedalar por vias em que existe um enfileiramento de automóveis estacionados no acostamento, circular entre os carros durante um engarrafamento, avançar sinal vermelho quando há carros parados ou passar pelos pontos de embarque e desembarque de táxis. Nessas condições, o melhor a fazer é estar atento, reduzir a velocidade e se manter numa distância segura ou mesmo ocupar a faixa central da via de circulação. Esses cuidados básicos ajudam também a se prevenir contra colisões com pedestres que saem inesperadamente entre os carros estacionados ou de veículos ‘invisíveis’ que saem subitamente de suas garagens. Agora, livrar-se de objetos lançados por janelas em movimento só tem um jeito: educação e multa aos infratores pelos órgãos de trânsito....ou, reze para não ser atingido por tal irresponsabilidade!