Abaixo vai um vídeo de uma rotatória numa cidade alemã que, a princípio, parece caótica. Após algumas observações vi que existe algumas regras a seguir. Veja se você consegue descobrir quais manobras são permitidas e quem tem a preferência. Se funciona por lá, não sei ! Mas que é curioso, isso é !
domingo, 16 de janeiro de 2011
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Intertrigem
Intertrigem é uma inflamação eritematosa cutânea em área em que ocorre atrito. Este tipo de lesão é bastante comum aos ciclistas iniciantes e mesmo em veteranos. O que acontece é que durante os primeiros sinais de assadura, costumeiramente, não se toma os devidos cuidados a fim de evitar maiores complicações. As regiões de maior sintomatologia são as áreas de contato com o banco da bicicleta, portanto, aproveite para comprar um bom selim e bermudas acolchoadas que ajudam bastante na prevenção. Mas, não é só isso! Eis algumas orientações sobre alguns cuidados básicos:
a. Antes de tudo, higiene é fundamental para evitar infecções e agravamentos nos locais de assadura. De preferência, tome um banho antes e depois da pedalada ou, pelo menos, mantenha-se limpo na região da virilha.
b. Bermudas precisam estar sempre limpas antes do uso, portanto, ao chegar da pedalada lave-as imediatamente.
c. Ao perceber alguma irritação cutânea, tenha em mãos uma pomada anti-séptica para aplicação local (Hipoglós).
d. Outro aspecto interessante é se manter depilado na área próxima aos genitais, a constante fricção entre a pele e os pelos são os grandes vilões, bem como local de guarida para fungos e bactérias.
e. Como prevenção é bom utilizar uma pomada (Hipoglós ou outra similar) nas partes do corpo que estão sob maior risco. Algumas lojas de material esportivo vendem produtos anti-sépticos importados de melhor qualidade.
f. O uso de um selim acolchoado com gel é uma boa opção de conforto, mas evite algumas capas de gel que não melhoram o seu banco original e ainda faz com que seu corpo fique oscilando de um lado para o outro aumentando o atrito.
g. Mantenha a sela bem nivelada e paralela ao chão. Outro detalhe é manter a altura correta de acordo com seu porte físico.
h. Nos casos de uma irritação já instalada na região da virilha, realize aplicações de pomada antibiótica à base de Neomicina que tem a função de evitar o desenvolvimento de bactérias no local. Enquanto o processo não cicatriza o melhor é não pedalar! Em processos inflamatórios que tendem a aumentar, a melhor dica é solicitar ajuda de um dermatologista.
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
CICLISMO DEFENSIVO
Toda pessoa que usa sua bicicleta no ambiente urbano sabe o quanto é importante ficar atento ao trânsito. Muitos motoristas já ouviram falar em direção defensiva, mas poucos ciclistas conhecem a prática de um pedal defensivo. Esse é o nosso propósito de hoje, ou seja, passar algumas dicas para sua melhor segurança.
1. Trajeto: Avalie antecipadamente uma melhor rota para ir ao trabalho, escola ou até mesmo ao lazer. Evite grandes avenidas com trânsito ‘pesado’ com circulação de caminhões e ônibus, pois haverá uma disputa desleal pela faixa da direita e fatalmente o ciclista será ‘empurrado’ para a calçada. Nem sempre o melhor caminho é o mais curto, portanto, seja prudente e tenha bom senso.
2. Trajes: Utilize roupas claras para que sua visibilidade seja maior e não esqueça de usar capacete, de preferência, com faixas refletoras para o período noturno.
3. Posicionamento: Nunca trafegue pela contramão, evite ângulos cegos dos automóveis e sempre sinalize suas intenções ao mudar de direção.
4. Comportamento: Não seja agressivo com passagens forçadas e desrespeito à sinalização do trânsito. Pedale atentamente e esteja sempre preparado nos casos de freada brusca. Filas de veículos podem trazer surpresas, portanto, muita atenção com abertura de portas repentinas ou pedestres que atravessam a rua entre os carros. Seja cortês e dê preferência aos pedestres.
5. Acessórios: Buzina, retrovisor e faixas reflexivas são obrigatórios na bike. Sempre que possível treine sua visão periférica para observar o que passa ao redor. Jamais use aparelhos que atrapalhem sua audição, ouvir e treinar o sistema auditivo no trânsito ajuda, em muito, na prevenção de acidentes.
6. Manobras perigosas: Muitos acidentes podem ocorrer devido aos carros que forçam a ultrapassagem e vira à esquerda ou à direita a frente do ciclista de maneira inesperada. Outro fato comum é o aparecimento surpresa de automóveis invadindo a via preferencial em cruzamento a frente do ciclista. Muita atenção e velocidade diminuída nos cruzamentos.
Portanto, pedale seguramente mas sem a obrigação de seguir timidamente, apenas seja precavido!
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Passagem não é ultrapassagem!
Essa abordagem sobre trânsito em que não cito a bicicleta é algo que venho me questionando e que, ao observar noutro blog esse assunto, decidi parafraseá-lo e esclarecer o que é pouco entendido por nossos motoristas e motocicistas. Comumente também sou vítima de buzinadas quando estou na motocicleta ou no automóvel e me encontro na faixa da esquerda numa via de duas ou três faixas de sentido único, estando elas desocupadas para a passagem desses apressadinhos que querem ir além do limite de velocidade da via. Ora, eles querem “ultrapassar” pela esquerda na “marra” e ainda me ‘xingam’ ou sinalizam coisas incompreensíveis. O Código de Trânsito Brasileiro é bem explícito e acho que a grande maioria desses motoristas nem chegaram a ler. Vejamos o que diz o anexo I do CTB a esse respeito:
PASSAGEM POR OUTRO VEÍCULO - movimento de passagem à frente de outro veículo que se desloca no mesmo sentido, em menor velocidade, mas em faixas distintas da via.
ULTRAPASSAGEM - movimento de passar à frente de outro veículo que se desloca no mesmo sentido, em menor velocidade e na mesma faixa de tráfego, necessitando sair e retornar à faixa de origem.
Explicando melhor, a passagem nas vias do mesmo sentido com mais de uma faixa de circulação podem ser realizadas pelo lado direito do veículo que segue a frente na mesma direção, como já disse, essa conduta configura-se como uma passagem e não como uma ultrapassagem, conduta permitida no Código de Trânsito Brasileiro. Obviamente, respeitando a sinalização de limites de velocidade de faixas quando existir!
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Assim é em Copenhague !
Copenhague começou a transformar suas ciclovias em verdadeiras super-estradas para bicicletas tendo como objetivo aderir ainda mais pessoas a deixarem seus carros em casa. Ao lado de Amsterdam, a capital dinamarquesa é considerada uma das duas cidades mais amigas da bicicleta no planeta, inclusive há mais bicicletas do que pessoas por lá e comumente se verifica “congestionamentos”. Na principal avenida Noerrebrogade circulam aproximadamente 36 mil ciclistas por dia. O porta-voz da Federação Dinamarquesa de Ciclismo, Frits Bredal, afirma que a criação de estradas só para bicicletas chega na hora certa, pois já é comum o estrangulamento quando circulam carros e bicicletas. “Se na década de sessenta os dinamarqueses viram o carro como símbolo de liberdade, hoje a bicicleta assumiu esse papel”, diz Fritz. As ciclovias existentes na Noerrebrogade serão alargadas em até quatro metros com a preservação apenas de uma faixa para ônibus. O Mr. Bike, como é conhecido o prefeito Andréas Roehl de Copenhague, afirma que essa será a maior avenida de bicicletas da Europa. Sua meta é elevar o índice de 37% da população suburbana, mais distante da cidade e que também aderiu à bicicleta, para um índice superior a 50% em 2015, pois dentro da cidade esse índice já beira os 55% a 60% da população. Segundo Roehl, haverá ‘pit stop’ em alguns pontos onde será possível bombear pneus, tomar água e descansar. Semáforos serão instalados com prioridade total sobre os carros com a finalidade de atrair ainda mais novos adeptos da bike. Copenhague conta hoje com aproximadamente 400 km de ciclovias e fruto de investimentos de DDK 250 milhões ou 33,6 milhões de Euros entre 2006 e 2010, e um total de DDK 75 milhões já estão alocados para este ano. Outras cidades dinamarquesas como Aarhus, Odense e Aalborg estão de olho nesse plano e já pensam em novos projetos também para facilitar a vida de seus habitantes.
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Conforto é a palavra de ordem!
Conforme o tempo vai passando vamos de modo natural obtendo algumas artimanhas quanto ao melhor uso da bicicleta. Começo de ano, muita gente decidida a pedalar, bike nova ou simplesmente a primeira bicicleta precisa sair por aí aproveitando o que há de melhor. A princípio é interessante saber que o conforto é o aspecto mais importante na continuidade do prazer de pedalar. Como outra atividade física, seus músculos necessitam de um determinado período para se ajustar ao novo modelo dinâmico e gradualmente tudo vai se ajustando sem dores ou sofrimentos, aliás vários motivos podem comprometer seu futuro desejo de pedalar. Se a fadiga muscular persistir depois de alguns dias de pedalada, é quase certo que você está trabalhando demais! Portanto, nada de exigir esforço demais no início! Tudo precisa ser iniciado de forma gradual, senão você certamente vai empurrar a bicicleta muito mais do que pedalar ... e isso é um motivo fatal para a desistência precoce! Partindo do princípio que sua bicicleta tem as dimensões corretas para o seu porte físico, ainda assim temos de observar algumas coisas comuns que podem comprometer o conforto, são elas:
PROBLEMAS COMUNS RAZÕES SOLUÇÕES
Enrijecimento muscular ? Desidratação Alongamentos, Beba águaantes de sentir sede.
Dor nas pernas? Cadência baixa Aumente sua cadência com
menos esforço nos pés.
Cansaço e fadiga? Baixo teor de açúcar ingerido. Ingerir alimentos que possam
elevar a glicose rapidamente.
Mãos dormentes ou torcicolo? Guidão baixo. Faça ajustes no guidão e sela.
Dor nas costas? Assento desajustado. Ajuste ângulo e posição da sela.
Dor nos joelhos? Assento baixo demais, Elevar sela, aumentar cadência,
cadência baixa, tenis inadequado. experimentar um solado de tenis
menos rígido.
Nádegas doloridas? Material e tamanho de sela Use short apropriado e
inadequados. adapte uma sela de boa qualidade.
domingo, 2 de janeiro de 2011
Relatório do Reino Unido
Seis em cada dez pessoas no Reino Unido que utilizam a bicicleta acham que as ruas são perigosas para pedalarem até o trabalho. Metade delas acredita que até poderia ir com mais freqüência se houvessem mais e melhores ciclovias. Esse foi o que mostrou um relatório encomendado pela DfT ( Department for Transport ) e que será objeto de estudo neste ano de 2011 pelas autoridades britânicas. As 209 páginas que você pode ler AQUI exploram as atitudes e comportamentos dos consumidores em relação a uma gama de opções de transporte e às questões ambientais, e inclui uma análise detalhada do seu uso pela população que usa bicicletas para chegar ao trabalho, com respostas discriminadas por fatores incluindo sexo, idade, grupo sócio-econômico, renda familiar e local. Há um conjunto de informações importantes e que servem de parâmetro em políticas públicas, mas que também são interessantes para nós brasileiros porque parecem ser atitudes universais de comportamento humano. De modo curioso o relatório mostra que, por exemplo, em termos de levar as pessoas a deixar o carro em casa e tentar esse deslocamento de bicicleta para o local de trabalho ou para o local de estudo, a pesquisa constatou que a maioria dos inquiridos que tem acesso a uma bike não pensaram nisso. Dos que começaram a pedalar para o trabalho, dois em cada três voltou a usar seu carro. A referida pesquisa entrevistou 3923 pessoas em suas respectivas residências entre novembro de 2009 e junho de 2010. O resultado foi divulgado no último dezembro e é uma das pesquisas de maior profundidade no assunto já realizado na Inglaterra. Resta-nos saber se algo semelhante poderia ser realizado por aqui e, dessa forma, ajudar nas decisões que envolvem nosso sistema de transporte nas médias e grandes cidades
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