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terça-feira, 11 de maio de 2010

A bicicleta no mundo das artes!

Eu sou um admirador das artes, sem paixão! Aliás, todas as atividades humanas me deixam curioso para um novo aprendizado. Talvez isso seja o que me move sempre. E de forma surpreendente, para mim, deixei-me levar ao mundo da bicicleta. Vejo a bicicleta como arte humana, pelo que representa de profundo na sua exploração. O que mais me emociona na bicicleta não está incrustado em suas formas geométricas, em seus componentes ou mesmo em sua dimensão enquanto máquina. O que me fascina é a maneira como muitos a utilizam para o melhoramento na qualidade de vida e conseguem agregá-la com a finalidade de apreciar, nas suas mais variadas formas, o mundo mais de perto! Algo assim semelhante é a arte! Hoje tentei pesquisar algo que representasse a bicicleta no mundo das artes para dar uma idéia sucinta de como ela já foi reproduzida no cinema e nas artes plásticas. Os dados aqui apresentados fazem parte de fontes relacionadas no rodapé desse artigo. Certamente muitos gostam de cinema e quem não lembra de ‘ET- O extraterrestre’ lançado em 1982? Esse foi um dos filmes marcantes da década de 80 e que deixou a famosa cena da bicicleta voadora na eternidade. Outra maravilha nas telas do ano de 1969 está o filme ‘Butch Cassidy and the Sundance Kid’ com Paul Newman e Robert Redford. Aqui a bicicleta é alvo das atrações dos ladrões de banco. Outros filmes também despertaram a atenção pela bicicleta: Da Itália surgiram produções como ‘A vida é bela’ de 1997, ‘O carteiro e o poeta’ de 1994, ‘Il Grande Fausto’ de 1995 em homenagem ao ícone europeu de ciclismo Fausto Coppi, e um dos melhores, a meu ver, ‘Ladrões de Bicicletas’ de 1948. Entre as produções hollywoodianas estão ‘Correndo pela Vitória’ de 1979, ‘Competição de Destinos’ de 1985 com o ator Kevin Costner, ‘O Prazer de Ganhar’ de 1985 com o ator Kevin Bacon. Para quem gosta de não ficção tem a cada ano um lançamento do Tour de France com tomadas espetaculares dos vários momentos da prova e tendo ao fundo as lindas paisagens francesas. E por falar em França, tem também ‘ As bicicletas de Beleville’ de 2004. E nacional? Olha, lembro de um que me fez emocionar e ver até o final sem piscar o olho. Só achei que o desfecho poderia ter sido melhor, mas quem quiser conferir o filme é ‘O Caminho das Nuvens’ de 2003 baseado numa história real tendo o casal de atores Wagner Moura e Cláudia Abreu.



Nas artes plásticas, os impressionistas e futuristas também tiveram a bicicleta como tema na França e Itália, principalmente! Aliás, a bicicleta foi mais bem explorada pelos futuristas do que por impressionistas. Com a invenção dos velocípedes em 1863 pelos irmãos Pierre e Ernest Michaud, a bicicleta logo se desenvolveu e se tornou símbolo de status e modernidade na França do século XIX. Desde então, o ciclismo é de grande força naquele país! Curiosamente os pintores daquele século não foram férteis na reprodução do ciclismo em suas artes, tais como Renoir, Monet e Seurat. Um dos poucos relatos é uma obra de Édouard Manet batizada de ‘O Velocipedista’ (óleo sobre tela) mas pouco conhecido e mutilado pelo próprio artista. A grande exceção porém da época é Henri Toulouse-Lautrec, um pós-impressionista que foi pintor, gravurista, designer e desenhista. Ele incorporou principalmente o turfe e o ciclismo em suas criações. Entre os futuristas, Umberto Boccioni destaca o ciclismo como metáfora da modernidade, da velocidade e do progresso. Entre suas obras estão: ‘Dinamismo de um ciclista’ 1913, ‘Ciclista’ 1913, ‘Forças dinâmicas de um ciclista’ 1914 e outros quadros. Suas características principais foram a representação dos movimentos do corpo do ciclista.

fontes:  http://www.bikemagazine.com.br/
           http://www.revistafenix.pro.br/

2 comentários:

Rogério Leite disse...

DJ, AS BICICLETAS DE BELLEVILLE é um dos filmes mais interessantes sobre bikes... gostei demais. Pena que aqui em Recife, nem entrou no circuito. Vi em video.

Bicicleta em Leituras disse...

Não tive a oportunidade de vê-lo, Rogério. Mas, certamente hei de correr atrás. Gde abraço!