Guias

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Geração Saúde!

Tenho presenciado com bons olhos o crescimento contínuo de adeptos do ciclismo. Nos últimos dois anos tem sido notório a participação de jovens e adultos que circulam aqui pela cidade com suas bicicletas, principalmente nas primeiras horas da manhã! E esta atividade se dá não apenas pelo uso como meio de transporte, mas como opção de modalidade esportiva. Algum tempo atrás eu via, durante minhas pedaladas semanais, uma participação crescente embora muito tímida. Hoje o que se observa é um crescimento de ordem geométrica entre homens de modo geral. As faixas etárias são variadas, e os jovens me parecem ainda estar em grande maioria. As mulheres permanecem com uma participação muito pequena, preferindo as caminhadas. E eu me pergunto, muitas vezes, sobre a razão deste pequeno índice de mulheres ciclistas. Talvez lhes falte o incentivo, a companhia, a coragem ou mesmo o esclarecimento dessa atividade divertida e saudável como esporte. Mudar isso é preciso! Afinal, o charme feminino é algo indiscutível em qualquer área de sua participação.

 Aos meus vinte anos de idade a bicicleta era algo tido como um veículo perigoso. Não era sinônimo de esporte. Para isso as opções eram futebol, vôlei, natação, surfe, etc...etc... Atualmente me sinto integrado entre jovens ciclistas principiantes, adultos veteranos e até praticantes de terceira idade. E isto é muito bom de ver. Mas como tudo tem seus contratempos, minha opinião é que já está na hora de gestores entrarem em cena para oferecerem um apoio informativo nas áreas de saúde e trânsito a esses novos praticantes em grande número. Outra diretriz pertinente é a destinação de áreas seguras, bem como de ciclovias especiais de circulação. A grande circulação de pedestres em caminhadas junto aos ciclistas, logo nas primeiras horas da manhã nas avenidas da cidade, me passam certa intranqüilidade, insegurança e medo de acidente. Por outro lado, sinto-me lisonjeado em poder conviver com uma Geração Saúde cada vez mais crescente, e muito mais me agradaria se as políticas públicas acompanhassem o anseio próspero de uma juventude em busca de uma qualidade de vida melhor para o corpo e mente.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Cardápio de hoje!



A foto acima representa outra obra do artista plástico potiguar Guaraci Gabriel e que está exposta aqui na cidade de Mossoró. Entretanto, o que me inspira ao assunto de hoje não está exatamente nesta fotografia mas mimetiza uma situação vivida em minhas andanças pela cidade. Um fato inusitado me fez despertar a atenção, observação e reflexão. Infelizmente não tenho o hábito de estar sempre portando uma máquina fotográfica para o registro da cena de hoje, vou mudar isso a partir de agora! Ao passar por uma concessionária de automóveis vi que ali estava uma bicicleta, daquelas ‘full-suspension’ bem bacaninhas, em cima de um daqueles carrões esportivos importados. Certamente minha atenção estava voltada para aquela bicicleta, mas por que ela estava ali? Obviamente ela não era protagonista daquela mensagem consumista, mas simples figurante tal qual uma bela morena ao lado se ali estivesse! É assim que nos deliramos com o consumismo selvagem. Não quero aqui fazer apologia de agressão aos carros e veículos motorizados, até porque o automóvel tem sido de grande serventia à minha família e para muita gente por aí. O que não cabe em meus poucos neurônios conscientes é a glorificação hipócrita empurrada de goela abaixo aos reféns do mundo capitalista. No fundo o que consumimos é o que eles querem que comamos... O cardápio da indústria apenas nos oferta o único PF “prato feito” que eles conseguem produzir, embora redecorado com o que nossos olhos querem ver! Coitadinha daquela bicicleta ali, deu-me aquela vontade de retirá-la e sair pedalando no meu melhor estilo “test-drive”.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Um veterinário, um pneu e uma bicicleta

Esse vovô aí do lado é nada mais, nada menos que o pai do pneu de sua bicicleta como se conhece hoje, ou seja, amortecido por uma camada de ar entre o aro e a borracha. John Boyd Dunlop (1840-1921) foi veterinário em Belfast na Irlanda. Na época, a cidade era pavimentada com pedras irregulares e muito perigosas para carroças e bicicletas. Em cada trajeto realizado, Dunlop percebia o desconforto trazido por aquelas rodas de madeira ou até mesmo em ferro. Mesmo utilizando uma cobertura de borracha, as rodas ainda eram desconfortáveis. Diante das reclamações de seu filho que costumava brincar em seu triciclo, ele observou que algo poderia ser melhorado... e experimentou uma transformação que deu certo. Ele envolveu as rodas com camadas de tubos feitos de lona e borracha, inflou-os com uma bomba usada em bolas de futebol e assim percebeu o maior conforto de seu pequeno filho nas ruas de pedras. O sucesso foi total em sua cidade. Em 1888, Dunlop patenteou a invenção e iniciou uma produção em escala no ano seguinte. Anos mais tarde, eis que surge a notícia que sua invenção já havia sido patenteada em 1845 por William Thompson com uma idéia similar e menos interessante do ponto de vista ciclístico e comercial. A companhia de Dunlop comprou os direitos de Thompson por uma fortuna, tendo todos os direitos para sua produção tal qual se conhece hoje. Sete anos depois, Dunlop vende sua companhia para Harvey Du Cros e vai morar em Dublin. A empresa Dunlop Rubber Co Ltd prospera pela importância global do pneumático, mas surpreendentemente seu fundador não ganhou muito dinheiro com a idéia. Dunlop morreu em Dublin no ano de 1921. Apesar de não ter sido, historicamente, o primeiro que patenteou a invenção do pneu, ainda é considerado o pai dos pneus pelo sucesso na criação e implementação do uso através de sua industrialização.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Uma Carranca em minha vida!


Enquanto me recupero de uma gripe adquirida no último fim de semana, fico me atualizando quanto aos assuntos abordados nos diversos blogs seguidos por mim. Hoje se comemora o dia do Índio, mas quanto descaso desde que os europeus aqui aportaram, hein!? Pois é, decidi resgatar um pouco da mítica indígena, talvez incrustada nos mais distantes genes de minha árvore genealógica. Confesso que não tenho superstições, entretanto, admiro conhecer as diversas culturas que cultivam seus rituais e mitos. Pelo sim, pelo não há uma carranca em minha vida. Melhor, em minha bike! Embora a origem das carrancas não tenha um aval indígena, eu a uso em minha bicicleta como um amuleto querido. Historicamente há quem afirme que a origem das carrancas no Brasil está numa possível influência dos Vikings quando de suas viagens às Américas. Mesmo sem registros palpáveis, muitas semelhanças existem àquelas usadas nos navios e galeras de povos nórdicos! Outros argumentam que a utilização de carrancas era apenas merchandising para o comércio ao longo do rio São Francisco a partir do século XIX. Origens à parte, o que se sabe sobre elas ainda é muito pouco explorado. O que todos afirmam em uníssono é que a utilização na proa dos barcos servia para afugentar monstros e maus espíritos que rondavam o Velho Chico. Os olhos esbugalhados e direcionados à frente das embarcações estão sempre em vigília. A face antropozoomórfica denota a força guardiã contra o mal. A grande cabeleira nada mais é que a força vital associada às diversas cores vivas imponentes. O conjunto impressiona, e se a sua origem é ameríndia, cabocla ou viking não podemos desprezar um signo cultural do Brasil. Para os mais fanáticos religiosos, a carranca representa o mal. No fundo ela é a representatividade da força do mal a serviço do bem! Uma coisa eu sei: a minha pequena carranca fixada à frente da bicicleta é meu tributo e reconhecimento da simbologia nordestina e brasileira. É com ela que eu vou, e há um bom tempo!

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Pedalagem Noturna: O retorno

Algum tempo atrás tentei o hábito de realizar meus passeios durante a noite, mas foi fracassado em virtude de alguns imprevistos em meus horários e de outros cicloamigos, daí abandonei a idéia por algum tempo. Fiquei realizando por um bom período a pedalada vesperal durante a semana, e aos domingos no início da manhã. Os passeios noturnos são diferentes em muitos aspectos daqueles realizados em pleno dia. A responsabilidade e atenção no trânsito redobram, os equipamentos e sistemas da bicicleta necessitam sempre estar em ordem com mais atenção, a sinalização adequada do conjunto ciclista/bicicleta não pode ser relegada, o trecho precisa ser muito bem conhecido e, além disso, o grupo precisa estar experiente para acolhimento de novos “aspirantes”. Diante dessas minhas exigências fiquei à espreita de novas oportunidades para retornar às “pedalações notúrnicas” ( neologismo que dei para fazer uma analogia aos embalos da noite ... ha ha ha). E essa chance surgiu através do convite de um ciclista bastante experiente. Em uma conversa informal, o amigo Gilson relatou seus passeios na noite e eu, de pronto, coloquei-me à disposição para acompanhá-los no que fui aceito. Ótimo, não mais estava no grupo dos excluídos. Apressei-me para o encontro marcado às 19hs no ponto das frutas do Bairro Santa Delmira. Ao chegar me deparo com o grande França, pessoa formidável com o qual já havia pedalado noutra ocasião, e que já estava no local. Em seguida, chegam Bebega e o Gilson, um outro não apareceu. Apresentações à parte, é hora de checar tudo, sessão de alongamentos e partir. Não nego que fiquei um pouco apreensivo pelo fato do roteiro atravessar toda a cidade e em avenidas movimentadas, assim como o receio de não ter fôlego para acompanhar lado a lado os noctívolos ( que voam de noite) da bike, como outro colega havia me referenciado.


da esq. p direita: Bebega, Gilson, França(o cara da ração humana) e eu.


Encarei os feras e ... num é que deu tudo certinho!? Foi perfeito. Galera boa de papo, conscientes e responsáveis no trânsito, o ritmo de pedalada foi muito bem proveitoso com média de 21km/h em 35 km percorridos, em resumo tô dentro para a próxima. Turma boa essa! Parabéns a vocês meus caros cicloamigos, e agradeço pela acolhida sensacional!

terça-feira, 13 de abril de 2010

O macaco tá certo!



Esse velho bordão foi bastante repetido na década de 80, e tinha lá suas razões! Acredito que Darwin imaginou, com a publicação do livro “A Origem das Espécies” em 1859, uma solução definitiva para tantos questionamentos sobre a origem do homem até então. Sua teoria se baseia na luta pela existência, uma competição entre indivíduos de capacidades diversas. Os mais bem adaptados são os que deixam maior número de descendentes e, claro, o homem com sua origem nos antigos primatas. Porém, anos antes, Jean-Baptiste Lamarck já doutrinava que o ambiente provoca no indivíduo modificações adaptativas; só que estudos posteriores demonstraram que os caracteres assim adquiridos não se transmitem à prole como ele previa. Bom, deixemos de lado esse estudo biológico e analisemos a performance do primata pós-moderno. Evoluímos? Em minha opinião, depende do ponto de vista! Se quisermos ver resultados científicos e avanços tecnológicos, sem dúvida que evoluímos! E quanto às relações sociais? Aí a história é outra! Algumas sociedades até bem sabem como utilizar novas tecnologias para o bem-estar de todos, enquanto outras... E o que isso tem a ver com minha bicicleta? Mesmo sem uma origem devidamente oficial, a bicicleta vem atravessando gerações com documentos registrados desde a época da civilização egípcia. Assim como outras invenções que se sedimentaram por sua utilidade, uma bike ainda é a representante mais perfeita pois alia locomoção, preocupação ambiental e saúde. Pois é, minha bicicleta é uma memória viva das adaptações criadas por parentes primatas tão longíquos. E num é que eles estavam certos! Sim, o macaco tá certo! Ninguém discute que pedalar renova o espírito, melhora a circulação sanguínea, ajuda na aeração pulmonar, estimula a liberação de hormônios, permite o deslocamento e transporte de milhões de pessoas, não emite poluição, e tantas coisas mais. Quando você pedala, você estimula uma cadeia evolutiva humana que inclui também o respeito ao outro, e isso não acontece nem quando se utiliza animais ou veículos com tração animal. A bicicleta põe o homem em contato com o homem, e não com uma máquina ou um animal. Daí vem a importância de tão bela invenção nas relações sociais quando saímos por aí a pedalar. Pedale, respire o ar que contém aquelas mesmas moléculas que remontam à era dos antigos primatas e ainda beba a mesma água desde quando éramos um planeta dos macacos! Mas será que precisava justificar tanto? Não, meu caro, eu só queria entender!

domingo, 11 de abril de 2010

Arte que imita a vida que imita a arte !



Matino aos domingos para mais uma pedalada pelos arredores da cidade. Esse é um ritual que sempre vem me acompanhando há alguns anos, e hoje não foi diferente... bem, foi um pouco diferente! Os ritos foram os mesmos, entretanto sob um olhar diferente. Não sei bem como acontece, mas quando algo me diz para ter mais cautela é porque devo “ouvir” sem questionamentos e pronto. Logo nos primeiros quilômetros vejo pelo retrovisor um automóvel aproximar-se com sinaleira ligada para entrar à direita, como eu me aproximava desse ponto de entrada... sigo no meu ritmo! Só que o digníssimo motorista irresponsável me via apenas como um obstáculo à sua frente, e para não perder a velocidade de sua clausura metálica veio em sua paranóia dobrar justo à minha frente. Minha opção foi frear repentinamente, claro! Só que eu estava preparado para essa possível ameaça... e se não estivesse? Observei! Placa de outra localidade, depois entra num hotel e sai de sua banheira oxidável como se nada houvera! Que palhaço, eu pensei! Mas para que uma irritação se tudo havia de melhor a desfrutar dali pra frente? Continuei pedalando. Mas, vez por outra, vinha aquela indignação! Decidi parar diante de uma escultura, localizada às margens da rodovia, que me fez observar com mais preocupação crítica sobre a motivação artística do seu criador. É um monumento imenso, talvez uns sete metros de altura e representa o automóvel predador e a bicicleta sua presa! Não tive dúvidas, com o celular bati essas fotos para que tenham idéia do que representa a obra.










A espécie humana é mesmo uma coisa estranha! É como se em sua armadura se sentisse o verdadeiro predador que sempre foi .... assim, desde o surgimento! Será que as tecnologias e desenvolvimentos não passam apenas da criação de novas armas para um cérebro que não evoluiu? E por que será que refletimos tanto? Será que possuímos diferentes estágios de evolução em cada um de nós? Sei lá!!! Mas que é estranho, isso é!

quinta-feira, 8 de abril de 2010

SÃO TANTAS EMOÇÕES !

Hoje realizei minha pedalada do jeitinho que mais gosto: com a melhor companhia, clima agradável e nublado sem chuvas, trânsito leve, sem aclives, roupas comuns, sandálias, etc, etc... Entretanto, o mais marcante é verdadeiramente meu companheiro de pedal, isso eu preciso destacar. Adoro pedalar com esse carinha. Confesso que ele ainda não tem muito jeito pro pedal, mas é um apaixonado por bicicletas... Até já lhe dei uma bicicleta de presente que é seu mimo preferido. Pois bem, observando o céu, Sol encoberto pelas nuvens, vento fraco e já era fim de tarde...pensei...que vontade de pedalar!!! Não tive dúvida, chamei-o e ele prontamente disse: Vamos, agora né? ....Isso aí garoto, disse eu!. Bike limpinha, pneus calibrados e saímos daqui de casa. Confesso que ele não é muito de conversa quando estamos passeando de bicicleta, parece querer aproveitar cada paisagem em sua volta. Como havia dias que saímos para um pedal juntos, pensei até que sairia alguma conversa a mais... que nada, o cara gosta mesmo é de curtir o passeio e, com poucas palavras e muitos sorrisos, me deixa descobrir seu espírito aventureiro de alegria. Fico contagiado com tanta emoção que ele me passa, e aquilo tudo me envolve a cada oportunidade de pedal juntos. É indescritível! Procurei passar por lugares menos habitados, com mais vegetação, animais a serem avistados, e pouco trânsito! ... Eu ainda posso desfrutar de tudo isso bem perto daqui onde moro! O pedal durou pouco mais de trinta minutos, mas sempre que acontece é algo que vale por horas pedalando. No retorno, há sempre uma discordância... Isto sempre ocorre, já me acostumei. Eu preciso voltar e ele quer continuar, mas sempre acabo lhe convencendo. Ao fim do pedal, percebo sempre o sorriso de prazer estampado em nossas faces por mais um dia aproveitando juntos daquilo que mais amamos. Gostamos de estar juntos por aí observando as pessoas, apreciando a brisa no rosto, trocando palavras, curtindo a vida do nosso jeito, e uma bike, é claro! Ele se chama Daniel, meu filho caçula de apenas dois anos e está sempre a postos quando o destino é pedalar... Obviamente ele vai sentadinho em sua cadeirinha própria e a cada passeio é sempre assim... São tantas emoções!!! Byye...Bye

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Cada coisa no mundo das bikes!

Encontrei esse vídeo realizado na noruega e eu, que não aprecio muito as subidas numa bike, achei muito interessante! Lembrei-me de Campina Grande e suas ladeiras. Ahhhh... se houvesse algumas dessas por lá, com certeza eu levaria minha bike pra lá todo ano! heheheh

terça-feira, 6 de abril de 2010

Bicicleta da Muléstia!

Andar de bicicleta
Não é coisa discreta.
Bota roupa colorida,
Até capacete salva-vida,
Fica todo pintoso,
Só motorista acha horroroso.
Fico danado de ver
Quando carro passa por você.
Buzina sem ter hora
Só procê ir'embora.
É que a banheira de lata
Vê sua bike uma coisa chata.
Eita coisa danada!
Ô briga safada!
Essa cidade num conhece
Quanto a bicicleta merece,
Pois é no mundo de pedalar
Que o planeta há de se preservar.

sábado, 3 de abril de 2010

Poço Feio : Uma lenda e muitos abandonos.

Muito bem amigos, neste feriado estive visitando pela primeira vez um local que há muito me sentia atraído pelos relatos de amigos: Poço Feio. Talvez o nome do lugar não fazia sentir aquele despertar, mas fui! E qual foi minha surpresa não apenas pelas características físicas do lugar, mas entre outras coisas pelo total desprezo dos gestores públicos e ambientais. Uma lástima! Poço Feio é um sistema de grutas de formação calcárea que remota à era cretácea e se situa no Município de Governador Dix-Sept Rosado(15.000 hab), distante aproximadamente 40km de Mossoró/RN.

Tradicionalmente há uma lenda local que em noites de Lua Cheia há o surgimento de uma bela mulher que encanta os homens atraindo-os para labirintos subterrâneos ali existentes. A bela moça estaria enclausurada num baú calcáreo que se abre apenas naquelas noites. Muitos juram já terem ouvido seu canto, mas o que ninguém ainda ouviu mesmo é o "berro" do descaso ambiental ali verificado. O local tem livre acesso aos fins de semana, não há controle de nada! Pessoas embriagadas se aventuram pelos túneis acumulando casos de fatalidade, veículos motorizados circulam e destroem a paisagem local, lixo é encontrado por todo lugar, pichações são vistas em todas as formações rochosas sem dó, não se preserva as formações de estalictites. Em suma, em todo o entorno da caverna principal há uma verdadeira e impactante depredação pelo homem visitante. Uma única placa do Ibama existente apenas se limita a orientar aos bons modos de preservação e só. E olha, segundo um morador local, Seu Dimas, muitas vezes a placa é arrancada e jogada ao longe pelos frequentadores...que absurdo! O lugar atrai visitantes que realizam churrascos, bebedeiras, orgias, barulho e outros desrespeitos morais e ambientais....claro que também existem pessoas que ali vão com melhores propósitos, mas logo não se sentem bem e vão apenas para uma rápida visita. É triste ver algo tão belo da natureza ser assim alvo de vândalos e desprezo por autoridades locais.


A água límpida e transparente brota do subsolo e não tem mapeamento geológico e espeleológico. Toda a estrutura é apenas um campo vasto a ser pesquisado e registrado nessa comunidade local denominada sítio bonito. Tem que se pensar urgente uma maneira de transformar essa maravilha em pólo turístico sustentável para a melhoria dos nativos locais e também para a preservação natural. Do jeito que está não dá! É vergonhoso!

Poço Feio precisa ser encarado como patrimônio do Rio Grande do Norte e do Brasil, e só desta maneira poderemos ficar encantados ainda por muitos séculos!




sexta-feira, 2 de abril de 2010

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Alongamentos são necessários?

Eis um assunto já por demais conhecido por qualquer atleta, mas não é bem o que se vê na prática de quem pedala. Conheço inúmeros ciclistas que não entendem sua importância e, talvez por isso, dispensam sua aplicação antes e depois do passeio. O alongamento combina o movimento das articulações com o objetivo de dar maior flexibilidade aos músculos por meio do estiramento das fibras dos músculos em ação. Em decorrência temos o auxílio preparatório da circulação sanguínea e prevenção de lesões. Quando não realizamos alongamentos, há predisposição para lesões ortopédicas pois o encurtamento das camadas musculares desestabiliza todo o corpo e sobrecarrega as articulações. Seus benefícios são melhor obtidos quando mantemos a posição de alongamento por no mínimo 20 segundos, paradinhos mesmo! A respiração deve manter-se calma e profunda. Dessa forma todo mundo vai evitar aquelas incômodas cãimbras.