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segunda-feira, 19 de abril de 2010

Uma Carranca em minha vida!


Enquanto me recupero de uma gripe adquirida no último fim de semana, fico me atualizando quanto aos assuntos abordados nos diversos blogs seguidos por mim. Hoje se comemora o dia do Índio, mas quanto descaso desde que os europeus aqui aportaram, hein!? Pois é, decidi resgatar um pouco da mítica indígena, talvez incrustada nos mais distantes genes de minha árvore genealógica. Confesso que não tenho superstições, entretanto, admiro conhecer as diversas culturas que cultivam seus rituais e mitos. Pelo sim, pelo não há uma carranca em minha vida. Melhor, em minha bike! Embora a origem das carrancas não tenha um aval indígena, eu a uso em minha bicicleta como um amuleto querido. Historicamente há quem afirme que a origem das carrancas no Brasil está numa possível influência dos Vikings quando de suas viagens às Américas. Mesmo sem registros palpáveis, muitas semelhanças existem àquelas usadas nos navios e galeras de povos nórdicos! Outros argumentam que a utilização de carrancas era apenas merchandising para o comércio ao longo do rio São Francisco a partir do século XIX. Origens à parte, o que se sabe sobre elas ainda é muito pouco explorado. O que todos afirmam em uníssono é que a utilização na proa dos barcos servia para afugentar monstros e maus espíritos que rondavam o Velho Chico. Os olhos esbugalhados e direcionados à frente das embarcações estão sempre em vigília. A face antropozoomórfica denota a força guardiã contra o mal. A grande cabeleira nada mais é que a força vital associada às diversas cores vivas imponentes. O conjunto impressiona, e se a sua origem é ameríndia, cabocla ou viking não podemos desprezar um signo cultural do Brasil. Para os mais fanáticos religiosos, a carranca representa o mal. No fundo ela é a representatividade da força do mal a serviço do bem! Uma coisa eu sei: a minha pequena carranca fixada à frente da bicicleta é meu tributo e reconhecimento da simbologia nordestina e brasileira. É com ela que eu vou, e há um bom tempo!

Um comentário:

Rogério Leite disse...

Incrível foi vc conseguir espaço para prende-la no guidon. No meu não tem espaço nem para um graveto! é câmbio, lanterna, ciclocomputador, espelho, e por ai vai... Quanto ao uso, o mal está na cabeça de quem vê. Quem ama e pratica o bem, não cai nessas asneiras. E vamos pedalando!