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domingo, 11 de abril de 2010

Arte que imita a vida que imita a arte !



Matino aos domingos para mais uma pedalada pelos arredores da cidade. Esse é um ritual que sempre vem me acompanhando há alguns anos, e hoje não foi diferente... bem, foi um pouco diferente! Os ritos foram os mesmos, entretanto sob um olhar diferente. Não sei bem como acontece, mas quando algo me diz para ter mais cautela é porque devo “ouvir” sem questionamentos e pronto. Logo nos primeiros quilômetros vejo pelo retrovisor um automóvel aproximar-se com sinaleira ligada para entrar à direita, como eu me aproximava desse ponto de entrada... sigo no meu ritmo! Só que o digníssimo motorista irresponsável me via apenas como um obstáculo à sua frente, e para não perder a velocidade de sua clausura metálica veio em sua paranóia dobrar justo à minha frente. Minha opção foi frear repentinamente, claro! Só que eu estava preparado para essa possível ameaça... e se não estivesse? Observei! Placa de outra localidade, depois entra num hotel e sai de sua banheira oxidável como se nada houvera! Que palhaço, eu pensei! Mas para que uma irritação se tudo havia de melhor a desfrutar dali pra frente? Continuei pedalando. Mas, vez por outra, vinha aquela indignação! Decidi parar diante de uma escultura, localizada às margens da rodovia, que me fez observar com mais preocupação crítica sobre a motivação artística do seu criador. É um monumento imenso, talvez uns sete metros de altura e representa o automóvel predador e a bicicleta sua presa! Não tive dúvidas, com o celular bati essas fotos para que tenham idéia do que representa a obra.










A espécie humana é mesmo uma coisa estranha! É como se em sua armadura se sentisse o verdadeiro predador que sempre foi .... assim, desde o surgimento! Será que as tecnologias e desenvolvimentos não passam apenas da criação de novas armas para um cérebro que não evoluiu? E por que será que refletimos tanto? Será que possuímos diferentes estágios de evolução em cada um de nós? Sei lá!!! Mas que é estranho, isso é!

9 comentários:

Rogério Leite disse...

DJ... ARRANJA uma foto desta garça DECENTE e me manda... uma feita com cãmera digital, arquivo grande... contato.rl@gmail.com
Gostei demais da escultura. Mas o celular não faz fotos boas... e era legal pegar uns detalhes, do bico, de outros ângulos, etc... está incrível e INFELIZMENTE, muito fiel!

Rogério Leite disse...

ah, e tira esta aprovação prévia de comentário... se vc quiser como administrador, queima qq comentario indesejável, e não te sobrecarrega com isto (vc só vai queimar os realmente indesejaveis e ainda vai ser avisado quando receber um comentario, via email!)...

DJANILSON disse...

Prometo te enviar sim com uma imagem bem melhor. Quanto à moderação de comentários, vou tentar fazer isso sim, mas é que ainda sou meia boca nesse negócio de blog! hehehe...Também não gosto desta "censura"...Se puder me mande um e-mail tutorial como fazer, ok!? Enquanto isso vou tentar aki!

DJANILSON disse...

djanilsonsouza@hotmail.com

Alex L. disse...

Realmente esta obra certamente questiona outros valores além da predominância voraz dos motores nas ruas.
De fato, é pertinente que se introduza o discurso(em nossas cidades 'emergentes') de como a bicicleta tem sido peça fundamental de muitas transformações indiretas no olhar, no comportamento e nas relações entre os cidadãos e destes com seu habitat.
A bicicleta abre olhos, muda cidades e transforma a cabeça dos seres catequizados pela doutrina dos motores e pela lógica do desenvolvimento insustentável.

Cicloabraços!

DJANILSON disse...

Obrigado por seu comentário,Alex! Sua perspectiva está muito interessante e louvável! Vamos à luta! Cicloabraços pra vc também!

Rogério Leite disse...

dj... Postei suas fotos desta escultura. Gostei demais dela. Pesquisei o autor no google. Ele tem blog tb. Já me inscrevi. E aproveitei e repassei um email com o trabalho dele para o Obvious, uma revista eletrônica de variedades de Portugal. O trabalho dele é muito bom, vale uma página. O povo do Obvious está sempre catando estas coisas diferentes pelo mundo a fora!

Anônimo disse...

Tem uma música de Renato Russo que diz assim:
... Nos perderemos entre monstros da nossa própria criação...

É a mais pura verdade.
Boa Semana Amigo!!

Moisés Halison

DJANILSON disse...

Muito bem lembrado, caro amigo! A música se chama "Será". Gde abraço.