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quinta-feira, 20 de maio de 2010

Do ponto de vista do motorista!

Está claro que vivemos na maioria do planeta sob as regras do trânsito de veículos automotores, e muitas vezes o ciclista é refém de sua própria fragilidade por não poder competir com os que andam em gaiolas motoras bastante pesadas. Tenho que admitir que em muitas situações haja um grande sentido nas reclamações dos motoristas quando em seu contato diário com ciclistas desavisados. A maior resposta que existe nesse confronto é “Desculpa, não vi você!”. Certamente observo rotineiramente que mesmo durante o dia, muitos pedalam suas bicicletas de modo espremido entre os carros ou até pelas laterais proporcionando uma invisibilidade nos chamados pontos cegos do motorista. Há também ciclistas que saem em muita velocidade de ruas secundárias sem o mínimo cuidado e que colocam em risco muitas vidas no trânsito já caótico. Mas o maior problema da reclamação de motoristas são os ciclistas que circulam à noite sem a mínima sinalização. Olha, não pense que uma luzinha vermelha na traseira de sua bike seja o suficiente. Para quem está numa velocidade três vezes superior à sua, aquela luzinha não dá a perspectiva de uma distância real. Ciclista responsável precisa usar faixas reflexivas com roupas claras, e quanto mais adereços na bike que possibilitem uma visão à distância melhor! Outra preocupação dos motoristas é no momento em que ciclistas fazem manobras para um dos lados sem nenhum método de sinalização. O perigo de uma manobra à esquerda é ainda maior quando o tráfego está sob a camuflagem de uma via tranqüila, nesses momentos muitos ciclistas nem se dão ao trabalho de olhar para trás e se arriscam. Eu uso retrovisor no capacete e não me arrependo! Essa perigosa condição poderia muito bem ser evitada se o hábito de gesticular antecipadamente suas ações fosse uma rotina, e olha que muitos ciclistas acham isso uma bobagem ou até mesmo se envergonham de realizá-la! Uma lástima. Os motoristas sempre acham que podem perder tempo enquanto esperam a passagem de um ciclista, mas é claro que alguns segundos não representam nada em seu trajeto. Entretanto, acho que precaução sempre é importante, e nada melhor que evitar os apressadinhos em suas gaiolas metálicas. A bicicleta é um veículo lento e, portanto, não se deve arriscar o cruzamento de grandes avenidas ou estradas sem a necessária observação no cálculo da travessia. Assim, já ouvi de muitos motoristas a reclamação do cruzamento louco de ciclistas desatentos nas pistas de alta velocidade. Aí vai um conselho, se for necessário descer de sua bike para ir de um lado a outro: DESÇA, não pense duas vezes! Minha opinião é que muitas dessas situações poderiam ser evitadas com atitudes simples, pois na era do automóvel melhor seria que todos respeitassem seus direitos e deveres.

3 comentários:

Rogério Leite disse...

DJ... toda semana assisto uma aula de conversação de inglês numa avenida movimentadissima daqui de Recife. Chego perto de 17h, saio 18h. O tráfego na saída é grande, e lento. A aula é do lado esquerdo da via. Ao sair, preciso seguir por ela pedalando do lado esquerdo, porque uma quadra e meia a frente, preciso entrar a esquerda numa rua para voltar para casa. Na altura desta rua, a avenida não tem nem faixa de travessia nem sinal. Logo, só conto comigo mesmo. Tem quase um ano que saio quando o trânsito abre uma brecha, sigo pela esquerda, COMO SE UM CARRO FOSSE, pelo meio da faixa, e me comporto como se fosse um veículo, o que não é difícil dado a baixa velocidade do trafego. Mas do que não abro mão é da minha sinalização pessoal. Tenho camisetas com faixas refletidas costuradas nelas, laternas e todo um jogo de refletivos de caminhão colados no corpo da bike e no capacete. Não sei se por sorte ou pelos meus cuidados, sempre fui respeitado! Seus conselhos são muito úteis, mas só faltou dizer que o mais importante equipamento do ciclista é o cérebro. Pensar antes de agir, não arriscar além de sua medida! Só isto garante a nossa segurança!

DJANILSON disse...

Rogério, meu post está engrandecido com suas observações! Vc não é apenas o cara de sorte, vc faz por onde! Já pensou se todos nós ficássemos contando apenas com aquele pensamento "eu não sou a bola da vez"...ihhh seria uma tragédia! E admito que vc tem total razão pq ciclista responsável USA O CÉREBRO! Vc disse tudo! Mais uma vez obrigado.

Anônimo disse...

Djanilson, parabéns pelo blog! Eu o descobri por acaso, fazendo uma pesquisa sobre ciclovias.
meu nome é Daniel, alagoano, professor de inglês, formado em Letras, escrevendo aqui de Maceió.
Estou retornando a pedalar após alguns anos, e digo a você que me sinto muitas vezes inseguro ao andar de bicleta pelas ruas da capital.
As ruas de Maceió são mal projetadas, geralmente bem estreitas e os motoristas não respeitam os ciclistas. Até eu mesmo já me aborreci com alguns ciclistas mais ousados quando eu estava dirigindo meu carro.
Mas agora compreendo que os ciclistas são completamente ignorados pelas autoridades. São tidos aqui como impecilho no trânsito.
Em relação à sinalização, eu também procuro andar com pisca traseiro, colei alguns adesivos refletivos no selim e no meu capacete. E adaptei uma lanterna de 5 leds no guidão.
Interessante, ou melhor dizendo, estarrecedor, é ouvir gritinhos debochados de alguns transeuntes devido aos meus equipamentos de proteção individual. Dá pra acreditar nisso? Sou visto como um otário pra eles! rsss
Mas, como colocou muito bem meu conterrâneo nordestino, Rogério Leite, usar o cérebro é o mais importante! Quem se ama, se protege! Então, deixa eu ser "otário".
Grande abraço e tudo de bom pra você!
Daniel Melo