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terça-feira, 6 de julho de 2010

Educação para o trânsito!

Quando criança ouvimos frase do tipo “Menino, deixe de ser malcriado!” , mas o tempo passa, as palavras ficam ecoando por nossa consciência e percebemos que nossas atitudes respeitosas celebram o bom convívio social. No trânsito não é bem assim! O que se percebe é que cada vez mais o entupimento das vias urbanas por automóveis deixa todo mundo com os nervos à flor da pele. Raros são os usuários de veículos automotores que saem de suas casas desarmados de espírito para enfrentar o caos urbano nas ruas e avenidas. Ao utilizar a bicicleta identificamos com mais perspicácia essa ‘loucura’ motorizada, talvez até pela própria condição de expectador e observador que adquirimos durante nossas pedaladas. Logicamente que diversos fatores interferem no comportamento individual do motorista, mas nada justifica a conduta incongruente e anti-social. Minha experiência pessoal identifica, à distância, os principais nervosinhos do trânsito. Normalmente em função da hora do dia, os irritadinhos são aqueles que cedinho transportam seus filhos para a escola e os moto-taxistas (aqui tem aos montes) que procuram desesperadamente seus fregueses. Aliás, os motociclistas como um todo são os que me metem mais medo por realizarem irresponsavelmente inúmeros malabarismos. De maneira contrária, os veículos pesados em vias urbanas parecem até mais corteses do que todos os outros, mas aí não se incluem os ônibus... fique claro! Se a circulação se dá no centro da cidade, a coisa complica. É ali que todos forçam passagem e disputam cada centímetro de asfalto como se fosse sua maior conquista. E a bicicleta passa silenciosa e sempre! Alguns nem a percebem porque estão demasiadamente hipnotizados com sua paranóia metropolitana. A irritação é transparente em cada rosto solitário ao volante e faz ressurgir o menino malcriado que se carrega em seu âmago. Pobres homens! Seria bom que fosse diferente? Claro que sim! Mas a educação começa muito antes do primeiro momento na direção de um carro. Ser cortês com o próximo se inicia no berço do lar, com o respeito familiar e com a orientação dos mais sábios da família. Ser cortês no trânsito se inicia com a solidez do caráter e com a alma solidária em respeito à vida.

Um comentário:

Alex Lume disse...

A educação, sem dúvidas, é a mola mestra para um trânsito pacífico e cordial. Infelizmente, em muitos, ela só é hábito pelo viés dos acidentes ou de multas onerosas. De qualquer forma, o aprendizado tem que evoluir para além dos conhecimentos das regras de tráfego, humanizar o trânsito deve ser o objetivo.